segunda-feira, 19 de junho de 2017

O Julgamento de Deus e o Diabo.



O Ministério Humanista, aceita a denúncia contra o Senhor Deus pelos diversos crimes praticados contra a humanidade, bem como acolhe a denúncia contra o Diabo, que entendemos ser co-autor e cúmplice nas diversas Práticas  Crimininosas apuradas.

Denúncias partidas
de Adão e Eva, População da Idade do Bronze, do Oriente Médio, África.

O Julgamento começa tendo o Júri composto por Cientistas, Professores, Médicos, Pessoas Comuns, Juristas, Crentes, Ateus e Agnósticos.

O Juiz chama primeiro o Réu, Deus, lê as acusações e lhe pergunta se o mesmo entende as acusações contra Ele.

Com sinal positivo, Deus dá a resposta, que sim, está ciente.

O Juiz pergunta para o Réu :
- Senhor Deus, mesmo sabendo que Adão e Eva, eram inocentes, e débeis, porquê deixou que o Diabo, os tentassem a comer o fruto proibido, com o agravante de ser omnisciente e saber no oque resultaria ?

Deus: - Bem, eu fiz tudo, tenho direito de observar e me divertir com as coisas que faço.

Juiz: - Então o senhor admite que sabia que Adão e Eva "pecariam"?

Deus: - Claro.

Juiz: - Em relação ao Dilúvio e a Arca de Noé, não teria outra solução para o problema que não fosse matar todos e deixar apenas a família de Noé viva?

Deus: - Lógico que eu poderia resolver de outro modo, mas eu gosto de emoção, e adoro punir aqueles que me desobedecem.

Juiz: - No caso de Jesus, que é seu filho, porquê entregou o mesmo em sacrifício para salvar a humanidade ?

Deus: - Olha, meu filho foi feito pra isso, sofrer as torturas e morrer, para eu parecer bom e piedoso para os humanos, e salvá-los do Inferno que eu mesmo criei para eles.

Juiz: - O Senhor Deus, diz que ama os humanos, mas os obrigam à adorá-lo, sob pena de mandá-los para  inferno eternamente, diz dar o Livre - Arbítrio, mas não respeita as escolhas, está claro, que foi conivente com o Diabo, na tentação dos humanos, traiu Jó que foi sempre fiél às suas ordens, sendo cúmplice e permitindo que o Diabo, destruísse a vida de jó e matasse seus filhos e esposa.
Além do mais, o Senhor, admite ter falhado como Deus e ser incompetente nas vezes que tentou resolver os problemas  da humanidade?

Deus: - Fiz tudo isso porque eu sou o Deus e faço todas as coisas, e admito, toda vez que  tentei resolver, deu errado.

O Juiz, pede para que o Réu se levante, e se retire do plenário, chamando o outro Réu, o Diabo.

O Juiz outra vez, lê as acusações contra o Réu e pergunta se  o mesmo entende... Logo o Diabo faz sinal positivo.

O Juiz lhe pergunta: - Senhor Diabo, admite ter tentado Eva e Adão no Paraíso ?

Diabo: - Sim ! Eu tinha que ajudar aqueles imbecis inocentes, afinal, eles não sabiam de nada, eu quis dar-lhes conhecimento, pois acredito que privar os seres humanos de entender as coisas é Maldade e Injustiça.

Juiz: - Senhor Diabo, é verídica a estória que destruiu a vida e matou familiares de Jó ?

Diabo: - Sim, eu fiz isso, porque não entendia como uma pessoa podia ser tão idiota a ponto de ser capacho fiél de Deus, no fim, prestei outro serviço senhor excelentíssimo Juiz.

Juiz: - Que serviço Diabo ?

Diabo: - Ah, mostrei para os humanos, como Deus trata quem é realmente fíel à Ele, sendo fiél à Deus, não é garantia de Bênçãos, Jó sofreu apenas por  ser fiél à Deus.
                   
O Juiz, pede que o Deus volte ao plenário e  sente-se ao lado do Diabo.

Pede para que o Júri se reúna numa sala, e decida as sentenças e punições contra os Réus.

Depois de algum tempo, num envelope lacrado, o Juiz recebe a Sentenças dos Réus, e profere a Sentença do primeiro Réu, Deus.

E  lê em voz  alta: - O Tribunal Humanista, acata a decisão do Júri e condena o Réu Deus, pelos crimes de Massacre, Injustiça, Imperfeição, Irresponsabilidade, Conivência, Crueldade, Associação Criminosa, Infanticídio, Chacinas, totalizando uma pena perpétua de doação de bênçãos, e exílio para outro universo, para reabilitação na escola de Deuses.

Quanto ao Diabo, foi absolvido pelo júri, no  crime de tentação de Adão e Eva, o Júri entendeu que , o Diabo ajudou o casal na ocasião. No crime de chacina contra a Família de Jó, o Júri o condena por Associação Criminosa com o Réu Deus, e Homicídio, e entende que o Réu, prestou o serviço de  mostrar a crueldade de Deus para quem é fiél ao mesmo. Sua punição será ajudar a Humanidade,  até que outro Deus ou a Humanidade possam chegar à perfeição.

Renan Nassif__________©

PLÁGIO DO PENTATEUCO JUDAICO/ VELHO TESTAMENTO ÀS TÁBUAS SUMÉRIAS



Em meados do século XIX, após a descoberta na antiga cidade de Nínive da biblioteca do imperador assírio Assurbanípal (668-627 a.C.), o mundo redescobriu pela Arqueologia, as Tábuas de Argila, do Povo Sumério, antiga civilização  da Mesopotâmia, hoje Iraque... Para o espanto da classe estudiosa, essas Tábuas, foram traduzidas da linguagem Cuneiformes, (Caracteres Sumérios)... Durante a tradução desse grande material, se depararam com Lendas, e Mitos, que deram origem ao Pentateuco Judaico, e Velho Testamento Bíblico, com estórias incrivelmente semelhantes ao Gênesis bíblico.

As semelhanças narrativas encontradas entre Epopéia de Gilgamesh e o Livro do Gênesis iniciam-se logo nos primeiros versículos da bíblia, ou seja, na criação do homem. O povo de Uruk, descontente com a arrogância e luxúria do rei Gilgamesh, exige dos seus deuses a criação de um homem que fosse o reflexo do rei, e tão poderoso quanto ele para que pudesse enfrentá-lo e redimi-lo. O deus Anu, ouvindo o lamento da população, ordenou a Aruru, deusa da criação, que fizesse Enkidu:
“A deusa então concebeu em sua mente uma imagem cuja essência era a mesma de Anu, o deus do firmamento. Ela mergulhou as mãos na água e tomou um pedaço de barro; ela o deixou cair na selva, e assim foi criado o nobre Enkidu”.(SANDARS, 1992, p. 94).
“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.(GENESIS, cap. 1, ver. 26).
“Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”.(GENESIS, cap. 2, ver. 7).
Enkidu foi criado inocente, longe da malícia da civilização, vivendo entre as criaturas selvagens e compartilhando a natureza com elas:
“Ele era inocente a respeito do homem e nada conhecia do cultivo da terra. Enkidu comia grama nas colinas junto com as gazelas e rondava os poços de água com os animais da floresta; junto com os rebanhos de animais de caça, ele se alegrava com a água”.(SANDARS, 1992, p. 94).
“Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra, e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. E a todos os animais da terra e a todas as aves dos céus e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento”. (GENESIS, cap. 1, ver. 29-30).
O rei Gilgamesh, sabendo da existência de Enkidu, incube uma missão a uma das prostitutas sagradas do templo da deusa Ishtar (deusa do amor e da fertilidade): seduzir Enkidu e trazê-lo para dentro das muralhas de Uruk. Enkidu deixou-se seduzir pela rameira e perdeu sua inocência, além de seu poder selvagem, tornando-se conhecedor da malícia do homem. Arrependido, lamenta-se, mas a rameira consola-o enfatizando as vantagens desta nova vida que está por vir:
“Enkidu perdera sua força pois agora tinha o conhecimento dentro de si, e os pensamentos do homem ocupavam seu coração”.(SANDARS, 1992, p. 96).
“Olho para ti e vejo que agora és como um deus. Por que anseias por voltar a correr pelos campos como as feras do mato?” (SANDARS, 1992, p. 99).
“Porque Deus sabe que no dia em que comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (GENESIS, cap. 2, ver. 5).
Nesta comparação com a tentação no Éden, não identificamos diretamente os fatos, mas sim, as idéias. A prostituta sagrada, condenada também em outros livros da bíblia, pode ser compilada como o fruto proibido, a serpente e a própria Eva, com o poder de seduzir o homem e tirar sua inocência com falsas promessas.

Representação de Gilgamesh e Enkidu.

Enkidu, já na cidade de Uruk, enfrenta o rei Gilgamesh em combate. Vencendo-o, é reconhecido pelo rei como irmão, pois este jamais havia enfrentado alguém com tamanha força. Formando-se então uma grande amizade que protagoniza grandes aventuras e tragédias ao longo da epopéia.
Gilgamesh e Enkidu partiram então para a floresta de cedros (provavelmente, o atual Líbano), onde enfrentaram o monstro Humbaba, a sentinela da floresta.

Este se irrita com Enkidu, por profanar a floresta sagrada dos cedros inferiorizando-o e humilhando-o com palavras semelhantes às palavras de Deus, ao condenar o homem por comer do fruto proibido. Novamente não vemos relação direta entre os fatos, mas uma linha comum de pensamento é verificada entre os textos onde, a profanação e a desobediência são punidas com a servidão:
“… tu, um mercenário, que depende do trabalho para obter teu pão!” (SANDARS, 1992, p. 119).
“… maldita é a terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias da tua vida”.(GENESIS, cap. 3, ver. 16).
“No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado”.(GENESIS, cap. 3, ver. 19).
Os heróis, com a ajuda de Shamash (deus sol, protetor de Gilgamesh), matam o monstro Humbaba cortando-lhe a cabeça. Fato que irritou o poderoso Enlil (deus da terra, do vento e do ar universal), que exigiu a vida de um dos heróis pelo insulto.

A deusa Ishtar, vendo a força e beleza do herói, apaixona-se por Gilgamesh que a despreza, provocando a cólera da deusa. Então, Ishtar enviou a terra, um monstro com a missão de destruir o herói: o Touro Celeste. Mas a dupla de heróis novamente é vitoriosa. Então, Enkidu zomba da deusa derrotada atirando-lhe pedaços do touro mutilado. Enlil enfurecido com a atitude do mortal decide enfim qual dos dois heróis deverá morrer. Enkidu então adoece e, sucumbindo à doença, impulsiona o rei Gilgamesh a sua missão final: a busca da imortalidade.

A primeira semelhança encontrada pelos tradutores das tábuas em escrita cuneiforme é a mais impressionante. Foi a mola propulsora de toda a discussão sobre a veracidade dos textos bíblicos, pois a descrição do dilúvio não só é a mais bem conservada tábua de toda a epopéia, mas a mais rica em detalhes e semelhanças com a descrição no Gênesis. Além de que, outras narrativas do dilúvio foram encontradas em forma de poemas isolados e com outros personagens, como as tábuas de Atra-Hasis, a Epopéia de Erra, e os textos do rei Ziusudra9.
Na epopéia, Gilgamesh parte em busca da imortalidade, e para isso, precisa obter este segredo dos deuses com o imortal Utnapishtim (Noé do Gênesis).
Para encontrar o imortal, Gilgamesh enfrentou uma longa jornada, cheia de perigos e provações. Ao encontrar Utnapishtim, ouve que este não poderá lhe tornar imortal, mas poderá revelar ao herói como se tornara um e conta do dia em que os deuses, desgostosos com a sua criação (a humanidade), resolveram eliminá-la da terra:
“Naqueles dias a terra fervilhava, os homens multiplicavam-se e o mundo bramia como um touro selvagem. Este tumulto despertou o grande deus. Enlil ouviu o alvoroço e disse aos deuses reunidos em conselho: ‘O alvoroço dos humanos é intolerável, e o sono já não é mais possível por causa da balbúrdia.’ Os deuses então concordaram em exterminar a raça humana”.(SANDARS, 1992, p. 149).
“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”.(GENESIS, cap. 6, ver. 5).
“A terra estava corrompida à vista de Deus, e cheia de violência”.(GENESIS, cap. 6, ver 11).
“Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis, e as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito”.(GENESIS, cap. 6, ver 7).
Ea (deus da água doce e da sabedoria, patrono das artes e protetor da humanidade), avisa Utnapishtim em um sonho das intenções de Enlil e orienta-o de como sobreviver à catástrofe que estaria por vir:
“... põe abaixo tua casa e constrói um barco. Abandona tuas posses e busca tua vida preservar; despreza os bens materiais e busca tua alma salvar. Põe abaixo tua casa, eu te digo, e constrói um barco. Eis as medidas da embarcação que deverás construir: que a boca extrema da nave tenha o mesmo tamanho que seu comprimento, que seu convés seja coberto, tal como a abóbada celeste cobre o abismo; leva então para o barco a semente de todas as criaturas vivas. (...) Eu carreguei o interior da nave com tudo o que eu tinha de ouro e de coisas vivas: minha família, meus parentes, os animais do campo – os domesticados e os selvagens – e todos os artesãos”.(SANDARS, 1992, p. 149-151).
“Faze uma arca de tábuas de cipreste; nela farás compartimentos, e a calafetarás com betume por dentro e por fora. Deste modo a farás: de trezentos côvados será o comprimento, de cinqüenta a largura, e a altura de trinta. Farás ao seu redor uma abertura de um côvado de alto; a porta da arca colocarás lateralmente; farás pavimentos na arca: um em baixo, um segundo e um terceiro”. (GENESIS, cap. 6, ver 14-16).
“… entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos. De tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie, macho e fêmea, farás entrar na arca, para os conservares contigo”.(GENESIS, cap. 6, ver. 18).
Enlil então envia uma tempestade de grandiosas proporções, fazendo com que toda a terra desaparecesse sobre as águas:
“Caiu a noite e o cavaleiro da tempestade mandou a chuva.(...) Por seis dias e seis noites os ventos sopraram; enxurradas, inundações e torrentes assolaram o mundo; a tempestade e o dilúvio explodiam em fúria como dois exércitos em guerra.” (SANDARS, 1992, p. 151-153).
“… nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as portas do céu se abriram, e houve copiosa chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites”.(GENESIS, cap. 7, ver. 11-12).
E toda a humanidade foi exterminada:

“… agora eles (humanos) flutuam no oceano como ovas de peixe”. (SANDARS, 1992, p. 152).
“Assim foram exterminados todos os serem que havia sobre a face da terra …” (GENESIS, cap. 7, ver. 23).
Com o passar dos dias, a tempestade ameniza-se e o dilúvio começa a serenar:

“Na alvorada do sétimo dia o temporal vindo do sul amainou; os mares se acalmaram, o dilúvio serenou”.(SANDARS, 1992, p. 153).
“Deus fez soprar um vento sobre a terra e baixaram as águas. Fecharam-se as fontes do abismo e também as comportas dos céus, e a copiosa chuva do céu se deteve”. (GENESIS, cap. 8, ver. 1-2).
Após a calmaria do grande oceano que se formara, Utnapishtim solta uma pomba para ver se há terra firme para que então possa desembarcar:

“Na alvorada do sétimo dia eu soltei uma pomba e deixei que se fosse. Ela voou para longe; mas, não encontrando lugar para pousar, retornou. Então soltei uma andorinha, que voou para longe; mas, não encontrando lugar para pousar, retornou. Então soltei um corvo. A ave viu que as águas haviam abaixado; ela comeu, voou de uma lado para outro, grasnou e não mais voltou para o barco”.(SANDARS, 1992, p. 153).
“Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que fizera na arca, e soltou um corvo, o qual, tendo saído, ia e voltava, até que se secaram as águas sobre a terra. Depois soltou uma pomba para ver se as águas teriam já minguado da superfície da terra; mas a pomba, não achando onde pousar o pé, tornou a ele para a arca; porque as águas cobriam ainda a terra. Noé, estendendo a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca. Esperou ainda outros sete dias, e de novo soltou a pomba for a da arca. A tarde ela voltou a ele; trazia no bico uma folha nova de oliveira; assim entendeu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra. Então esperou ainda mais sete dias, e soltou a pomba; ela, porém, já não tornou a ele”.(GENESIS, cap. 8, ver. 6-12).

Após a bonança, já em terra firme e grato ao deus Ea por ter lhe salvo a vida, Utnapishtim prepara um sacrifício aos deuses:
“Eu então abri todas as portas e janelas, expondo a nave aos quatro ventos. Preparei um sacrifício e derramei vinho sobre o topo da montanha em oferenda aos deuses”.(SANDARS, 1992, p. 153).

“Então Noé removeu a cobertura da arca, e olhou, e eis que o solo estava enxuto”.(GENESIS, cap. 8, ver 13).

“Levantou Noé um altar ao Senhor, e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar”.(GENESIS, cap 9, ver 20).
Enlil, furioso com Ea por ter permitido que um humano sobrevivesse e conhecendo o segredo dos deuses, viu-se sem alternativa que não a de transformar Utnapishtim em um imortal, para que sua maldição de que nenhum mortal sobrevivesse se completasse.
Gilgamesh desapontado por não ter tido sucesso em busca da imortalidade, prepara seu retorno para Uruk, mas é abordado pela esposa de Utnapishtim que, compadecida com o fracasso do herói, revela-lhe o segredo da imortalidade em que, nas profundezas do mar, havia uma planta maravilhosa, e quem a comesse, seria eternamente jovem. O herói então mergulha no mar profundo, ferindo-se, mas obtendo a tão desejado segredo.

Tomado de rara compaixão, Gilgamesh decide não comer sozinho o maravilhoso fruto, mas sim dividi-lo com os anciãos da cidade de Uruk. No retorno para casa, Gilgamesh é surpreendido por uma serpente marinha que lhe rouba a flor, perdendo para sempre o segredo da imortalidade:
“Se conseguires pegá-la (a planta sagrada), terás então em teu poder aquilo que restaura ao homem sua juventude perdida. (…) Vem ver esta maravilhosa planta. Suas virtudes podem devolver ao homem toda a sua força perdida. (...) mas nas profundezas do poço havia uma serpente, e a serpente sentiu o doce cheiro que emanava da flor. Ela saiu da água e a arrebatou”.(SANDARS, 1992, p. 160).
Apesar dos fins da ação de comer o fruto sejam diferentes (a morte e a imortalidade), podemos fazer uma analogia da função da serpente em roubar a imortalidade do homem: sendo tirando-lhe a oportunidade da vida eterna pela sua obtenção, como na Epopéia de Gilgamesh; sendo condenando-lhe a morte pela cessão do fruto ao homem, como no livro do Gênesis. Gilgamesh então ficou desolado e abatido, pois além de fracassar em sua missão, perdera para sempre o irmão Enkidu, restando-lhe apenas, melancolicamente esperar o dia de sua morte chegar.

No livro do Gênesis, não encontramos somente semelhanças com a Epopéia de Gilgamesh, mas com outros textos antigos, como o sumeriano Mito de Dilmum onde o deus Enki, o senhor das águas profundas e do abismo que suporta a terra; e Nintu, a virgem pura, deusa que presidia aos partos; habitavam sozinhos num mundo cheio de delícias sem que nada existisse além do par divino, caracterizando uma descrição muito semelhante do que seria e onde seria o jardim Éden.

Ao plagiar essas lendas Sumérias, os Hebreus  remontaram a estória, transformando Enlil em Jeová, e Enkidu em Satanás.


Renan Nassif________©

Referências e Fontes

 A bíblia sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Brasília: Sociedade Bíblica do Brasil, 1969. Cap. 1-9.
BÍBLIA, V. T. Gênesis. Português. A bíblia de Jerusalém. Tradução Theodoro Henrique Maurer Jr.. São Paulo: Edições Paulinas, 1985. Cap. 1-9.
BOUZON, Emanuel. Ensaios babilônicos: sociedade, economia e cultura na Babilônia pré-cristã. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998.
CHARPIN, Dominique. El mundo de la biblia: Mesopotamia y la biblia. Valencia: EDICEP, 1984.
CHARTIER, Roger. Textos, impressão, leituras. In: HUNT, Lynn. A nova história cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
FINKELSTEIN, Israel; SILBERMAN, Neil Asher. The Bible Unearthed. Archaeology's New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts. New York: The Free Press, 2001.
GRELOT, P. Homem quem és? São Paulo: Edições Paulinas, 1980.
SANDARS, N. K. A epopéia de Gilgamesh. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
ZILBERMAN, Regina. Nos princípios da epopéia: Gilgamesh. In: BAKOS, Margaret Marchiori; POZZER, Katia Maria Paim. JORNADA DE ESTUDOS DO ORIENTE ANTIGO: LÍNGUAS ESCRITAS E IMAGINÁRIAS, 3., 1997, Porto Alegre. Anais ... trabalho 4. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998.

domingo, 18 de junho de 2017

O Rebanho



É interessante olhar um rebanho, o pastor o conduz para onde ele deseja, mesmo que seja para um pasto bom ou para um precipício.
O rebanho fica ali pastando e passeando tranquilamente pelo campo, mas não consegue perceber, que a hora triste de cada um vai chegar.
É, aos poucos uma a uma das ovelhas são separadas do rebanho, para serem tosqueadas ou mortas.
E pasme, o rebanho continua lá aos mandos do "bom pastor".

Assim mesmo acontece com a religião, os pastores são os líderes, Rabinos, Padres, Pastores...Etc.
 E as ovelhas são os fiéis.
O pasto é a Bíblia e as mentiras sobre bênçãos e esperanças.
Sofrem lavagem cerebral, hipnose, sugestionamento, e se "alimentam" daquilo e se tornam seres impensantes, irracionais, guiados a fazerem tudo oque o "mestre" mandar.
Como a lã tosqueada da ovelha, é seu dinheiro e os bens retirados, e o abate da ovelha é a morte da liberdade do fíel.

Renan Nassif________©




Sob a luz do luar
Representando teus sonhos
Cabelos soltos ao ar
Desviando dos escombros
A vida passa na mente
Como um filme de romance
Um sorriso e um beijo ardente
Corpo lindo e insinuante
Então tu chegas a mim
Com seus olhos marejados
E eu me agarro a ti
Somos amantes amados.
Renan Nassif________©


Preciso De Ti



A cada manhã que acordo,
Preciso de ti,
Quando me lembro da sua voz,
Preciso de ti,
Quando faço ao natural e não te forço,
Preciso de ti,
Pois tu me faz capaz, e sempre posso,
Preciso de ti,
A cada tarde, noite, longe ou perto,
Preciso de ti,
Para que faças dos meus dias,
Cada um deles, o melhor e o mais belo,
Preciso de ti.
Pois teu amor me dá forças,
Preciso de ti,
Da tua risada... e teu grito de amor,
Preciso de ti,
Hoje, amanhã e para a eternidade.
Preciso de ti,
Pois se na vida há incertezas,
Tu és para mim... Minha linda e única,

Verdade.

Simplesmente, preciso de ti.

Renan Nassif_________©





Sou ateu...

Eu não tenho absolutamente nada contra a pessoa professar sua fé, expressar sua opinião e sua crença... E se por acaso, essa pessoa for religiosa, e ter uma boa conduta de vida, ser altruísta e gente boa, ótimo !
Desde que não venha me encher o saco, querendo me converter, vir me convidar pra ir na igreja, ou seja lá onde for que ele congrega e cultua suas divindades.
Eu tenho argumentos diferentes, não acredito em seres divinos, não acredito na Bíblia, Alcorão, Torá, e etc...
Caso queiram debater, não tem problema, minha heresia é fundamentada na Ciência, Antropologia e Filosofia.
Não acredito no Criacionismo, acho uma grande besteira e Folclore de pessoas ignorantes da Idade do Bronze.
Sou mais propenço a crer que as tais "divindades", foram extra terrestres do passado, que passaram o conhecimento para os seres humanos primitivos.

Deus não existe, Jesus não fez milagres, religiões existem para controlar a sociedade.

Gosto do Humanismo.

Bom domingo !

Renan Nassif_________©

As Sete Maravilhas



Numa escola grega antiga, o mestre explica aos seus aprendizes : - Meus caros pupilos, como estava a dizer, as sete maravilhas do mundo são:

* A Grande Pirâmide de Gizé

* Jardins Suspensos da
 Babilônia

* Estátua de Zeus em Olímpia

* O Templo de Ártemis em Éfeso

* Mausoléu de Halicarnasso

* Colosso de Rodes

* Farol de Alexandria

Os aprendizes, anotavam em seus papiros, estavam interessados e satisfeitos em ouvir oque o seu mestre lhes ensinava, exceto um deles, que de cabeça baixa,  escrevia sem prestar atenção no mestre.
Foi quando o mestre reparou e lhe foi perguntar : - Oque houve meu rapaz, não gostou de saber quais são as Sete Maravilhas do mundo ?

O pupilo com brilho nos olhos, responde ao mestre: - Mestre, sim, gostei muito de saber quais são as Sete Maravilhas, mas estou um pouco chateado, pois para mim, as Sete Maravilhas são outras.

Então o mestre, intrigado, lhe diz: - Interessante meu rapaz, conte-nos quais são as Sete Maravilhas Do Mundo, para você, quem sabe não podemos ajudar ?

 O pupilo se levanta e diz: - Mestre, para mim existem tantas maravilhas no mundo, mas anotei aquelas que mais me agradam, são elas:  - 1- Poder viver, 2 - poder ver, 3- poder ouvir, 4- poder tocar, 5- poder sentir, 6- poder sorrir e sobre tudo... 7- poder amar.

O mestre, com semblante emocionado, deixa uma lágrima escorrer pelo canto do olho, e diz: -Essas Maravilhas que disse, são mais lindas, do que, as que eu mencionei, parabéns !

Fonte: (Texto adaptado de um vídeo, que recebi no Whatsapp)


Renan Nassif___________©

A Bizarra Estória de Sodoma e Gomorra - Ló e Suas Filhas

Para o deus dos judeus, todo povo que cultuava e adorava outras divindades, tinham costumes e culturas diferentes, mereciam perecer, ter...